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A partir de agora, portanto, faremos um acompanhamento mensal da participação do Lobo na série, até a última edição. Já fizemos isso durante a publicação de “52” nos Estados Unidos, mas nem todo mundo acompanhou para evitar saber o que acontecia antes de ler a edição nacional. Para quem não sabe (se é que tem alguém que não saiba), a maxissérie “52” durou exatas 52 edições semanais (no Brasil é publicada mensalmente, com quatro edições originais em cada edição nacional) e apresenta o que aconteceu no “ano pulado” da cronologia DC após o encerramento da mini “Crise Infinita”. Diversos personagens da editora sofreram pequenas mudanças ou aperfeiçoamentos, tudo organizado principalmente por Grant Morrison, Keith Giffen, Geoff Johns, Greg Rucka e Mark Waid. No caso de Lobo, seu escritor foi Morrison. A partir de agora, spoilers! Lobo apareceu na 17ª edição de “52” (primeira história de “52” nº 5) com bastante destaque. Grant Morrison respeitou a essência do personagem, que está ligado ao chamado “arco espacial”, que segue a história de Adam Strange, Homem-Animal e Estelar, que ficaram isolados num planeta desconhecido após eventos de “Crise Infinita”. Durante várias semanas, eles consertaram uma nave e escaparam de um gigante poderoso que queria destruí-los. Quando finalmente colocaram a nave para funcionar, se descobriram num canto do universo extremamente isolado, o que dificultou suas vidas, já que a nave não teria a capacidade de ir muito longe, sendo mais um “bote salva-vidas” enquanto eles esperavam que alguém os resgatasse.
Após uma negociação (envolvendo dinheiro, claro) e um topless forçado (pois é), Lobo concorda em ajudá-los a encontrar um lugar com comida, água e suprimentos. Adam Strange não confia em Lobo, mas Estelar comenta ter a sensação de que, não apenas Lobo os ajudará, como também, por algum motivo, aparenta precisar da ajuda deles. A partir da leitura dessa história, descobrimos algumas coisas interessantes. Primeiro, está definitivamente oficializado que Lobo realmente foi banido por Céu e Inferno e por isso não pode morrer. Além disso, Lobo continua violento, tarado e inconseqüente, mas parece ter alguma coisa o incomodando, mas isso só descobriremos com o desenrolar da maxissérie. Na terceira história da edição, descobrimos um pouco mais sobre essa história dele ter se tornado um religioso. Depois de resgatar Estelar, Homem-Animal e Adam Strange dos confins do espaço, Lobo os leva para um planeta que, segundo palavras da Estelar, “parece um campo de refugiados”. E é mais ou menos isso que vemos por lá: Alienígenas de várias espécies (a maioria parecendo de origem aquática ou coisa parecida) saudando Lobo quando de sua chegada. E um golfinho espacial junto a eles :) Lobo é arcebispo dessa tal religião, a Primeira Igreja Celestial do Deus-Peixe Triplo. Ao final da parte que cabe a Lobo nesta edição de “52”, vemos finalmente o Olho Esmeralda, que é dotado de grande poder. Além disso, Lobo oferece ajuda aos três heróis caso eles aceitem segui-lo numa peregrinação aos “três planetas dourados”. A vigésima edição da maxissérie “52”, equivalente à quarta história da edição nacional, foi praticamente toda concentrada na história dos heróis perdidos no espaço. Com isso, foi possível ver um aprofundamento nessa história e, conseqüentemente, conhecer melhor o pano de fundo no qual o Maioral se encontra.
Quando o Maioral é destroçado por um enxame desses parasitas espaciais, Estelar pega o olho e usa seu poder para salvar todo mundo. Mas, no mesmo momento em que ela faz isso, um ET muito estranho surge. Depois que Lobo se regenera (imagem à direita), descobrimos quem é esse ET: Segundo as palavras do próprio Maioral, “De onde você acha que veio o olho esmeralda de Ekron? Foi arrancado da cabeça esmeralda de Ekron”. Bizarro, não? :) Ao final da edição, Estelar, Homem-Animal e Adam Strange concordam em acompanhar Lobo numa estranha peregrinação cujos motivos ainda não misteriosos. Só que agora eles estão com o cabeçudo (e poderoso) Ekron em seu encalço. Um último detalhe interessante que reforça a personalidade do Maioral em “52”: Quando Estelar pergunta se ele estava com medo de Ekron e, por isso, pretendia fugir, Lobo estoura e quase parte pra cima dela até que o golfinho o lembra a tempo de seus votos. Daí ele reclama, dizendo “Viu? É sempre assim. Tu tenta acolher a não-violência e, de repente, qualquer paspalho resolve te chamar de covarde”. Definitivamente, Lobo ainda é o mesmo. Mas um pouco mais interessante :) Para quem acompanha a maxissérie, já sabe que há sempre histórias de duas páginas com as origens de vários personagens. Nesta edição, veio a divertida origem de Lobo, escrita do Mark Waid e desenhada por Keith Giffen. Sobre a edição nacional, a única coisa que soa um pouco estranha é Lobo chamar o golfinho de “peixote”, quando os fãs do Maioral estão mais acostumados com a tradução “peixinho”, mas isso, obviamente, não atrapalha nada. As gírias paulistas não incomodam muito, já que não estão em grande exagero em comparação com algumas das edições antigas da Brainstore.
A grande vantagem da edição
brasileira de “52” para os fãs do Lobo é que, por trazer quatro edições
originais de cada vez, será mais fácil acompanhar Lobo. Para quem quer
saber, ele aparecerá nas seguintes edições nacionais: 7, 8, 9, 10 e 13 (pois
é, ele não aparecerá na edição de dezembro). | ||
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