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Revistas -
reviews
Lobo nº 2
(11/08/2002)
Houve um pequena atraso de quase
dois meses no lançamento da segunda edição da revista do Lobo,
mas segundo a editora
Brainstore isso ocorreu pela necessidade de ajustar a tiragem
da revista de acordo com as vendas da primeira edição (com esse
atraso, a revista chegou às bancas no finalzinho de julho, mas,
apesar disso, a página três indica a publicação como tendo
sido lançada em junho). Eles garantem que, a partir de agora, o
gibi do Lobo sairá religiosamente todo mês.
História (cheia de spoilers,
leia por sua conta e risco):
O Conselho dos Dons cerca Lobo e Jonas Glim e enche os dois de
tiros. Mas é claro que o Maioral sobrevive e enche todo mundo e
porrada. Eles acham Qigly, Mr. Fatale e todos os outros
bandidões. Mas não tem problema nenhum, pois Lobo sempre tem
uma granada e uma arma muito grande e muito bem carregada. Aí
vem porrada, porrada, porrada, porrada e porrada. Até que Lobo
encontra Qigly e deixa seus amigos (?!) caçadores de recompensas
presos nos esgotos de Dagma City. E continua na próxima
edição...Qigly tenta convencer Lobo e soltá-lo, mas nada
adianta. Os dois vão para o bar do Al para que Lobo descanse
antes de entregar o prisioneiro e vira um lobisomem (eu não
citei essa fato no review da revista anterior, mas
ele foi mordido por um bicho estranho na luta da última
edição). Nesse meio tempo, o bar do Al é invadido por
motoqueiras espaciais sanguinárias, que tomam muita porrada do
Lobo lobisomem. Quando Lobo volta ao normal, percebe que devorou
Qigly, e acaba não recebendo sua recompensa. Ele ainda descobre
que os colegas caçadores de recompensa que ele havia largado em
Dagma City receberam uma nota preta pelo grupo de bandidões de
Mr. Fatale. Por fim, Vril Dox o livra da maldição do lobisomem
e tudo acaba bem.
Ficha técnica:
Roteiro: Alan Grant
Desenho: Val Semeiks
Arte-final: John Dell
Pontos positivos:
A quantidade de ação na primeira parte é bem
interessante e a transformação de Lobo num lobisomem (apesar de
ter sido mordido por um vampiro!) também é legal. Essa
história de estréia pode não ser a mais genial das que Alan
Grant escreveu, mas é boa o suficiente para valer a pena o
dinheiro investido. A tradução continua boa, tendo melhorado em
relação a anterior quanto ao uso de regionalismos.
Infelizmente, não houve artigos ou textos extras como na
primeira revista, mas isso não afeta em nada a qualidade da
publicação. Esperamos que, em breve, seja inaugurada uma
seção de cartas.
Pontos negativos:
Novamente voltamos à questão das imagens. A edição
brasileira de Lobo continua perdendo em relação à original
americana quanto à qualidade das imagens. Dessa vez, inclusive,
houve até troca de cores em algumas partes, além da última
página toda. Vril Dox ficou amarelo! Olhe a imagem abaixo para
ver a comparação entre o Dox no Brasil e nos EUA. Gostaria de
ressaltar que esse problema quanto às imagens não atrapalha a
revista como um todo, mas precisamos comentar os pontos negativos
de qualquer forma.

Outra coisa que faltou foi a
publicação da capa não selecionada para a edição nacional
(algo que ocorreu no primeiro número da revista); embora, nesse
caso, a capa que não foi selecionada não faça tanta falta, já
que não é tão boa assim.
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